
Tem coisa melhor do que olhar para trás e se descobrir feliz? Eu era Roberta. Era farmacêutica. E gostava de brincar com a máquina fotográfica e a inspiração criativa das teclas do computador. Hoje sou Beta. Sou fotógrafa profissional e brinco de experimentar a vida com a clareza da mente, a sensibilidade dos dedos e a imensidão do olhar.
05.jun.2013
Eu estou preparando esse post desde ontem. Comecei a escolher as fotos, tive dificuldade, parei (as usual, postergo tarefas difíceis ou chatas!), voltei hoje e aqui estou, finalizando com a parte do texto. O interessante disso tudo é que tudo nasce no momento que tem que nascer. Ontem, quando pensava no que falar desse ensaio, era certo que falaria do feedback de Marilia pra abordar algo que acho importante na fotografia. Hoje, um texto viralizou entre os amigos fotógrafos (no Facebook) e ao ler, chorei. Chorei e lembrei do que Marília me falou, do que tinha escolhido pra abordar no post. Claro que depois disso tudo, o risco desse texto ficar enorme, tanto quanto a seleção de fotos, é enorme!
O ensaio da Marília e do Miguel já foram especiais pra mim pelo fato dela ter vindo de Brasília pra fotografar comigo. É, amigos, é muita responsabilidade alguém sair de sua cidade, onde grandes fotógrafos fazem grandes trabalhos, e escolher o seu trabalho vários km de distância. Fato é que isso alegra qualquer um e comigo não foi diferente. Senti-me lisonjeada, escolhida, preferida, idolatrada, salve salve. Palhaçadas à partes, foi uma honra receber Marília e miguel no Rio pras fotos. E no dia, tudo perfeito. Acordamos cedo, começamos os preparativos pro ensaio e zarpamos pra locação. Miguel se soltou de cara, virou me amigo de infância e o que sobrou pra mim era apenas ser expectadora de tudo que acontecia ali. Cara, eu fotografo ensaios todo mês, às vezes toda semana e deu gosto ver a cumplicidade dos dois e a naturalidade com que agiam. Eu já dirijo bem pouco os ensaios em que tenho crianças. Quer me ver quase morrer é alguém pedir pra criança sorrir. Adulto é que a gente precisa pedir, porque parece que esquecemos o valor e o bem que faz um sorriso. Criança sorri naturalmente e de forma verdadeira quando está à vontade e fazendo o que gosta. Forçar crianças é receita de fotos falidas! #ficadica
Vocês vão poder constatar e confirmar tudo que falei nas fotos a seguir. Nem vou me prolongar, afinal, tenho muito a dizer ainda! rs
Falei de um texto viral no facebook, pois então, o texto é esse: Recordação, por Antônio Prata. E Marília ontem me falava exatamente o que fala o texto. A fotografia é incrível a as sincronicidades da vida também.
“Porque ser fotográfo (a) é ir além de um equipamento de qualidade e direcionar poses. Tem que saber eternizar a essência. E dona @betabernardo consegue isso com maestria. Quem conhece o Miguel sabe que esse sorriso é ele todinho: sapeca, maroto, malandro, amável e doce. Obrigada Beta, por deixar gravado tanto amor.” – Marília Sampaio
Marília fala de algo importante na fotografia e que é o motivo pelo qual fotografo. Fotografar é buscar a essência de quem está sendo fotografado, é fazer com que ao ver a fotografia ele se reconheça, reconheça seus trejeitos, seus jeitos, suas manias. Tem que ser possível olhar a fotografia e voltar no tempo, reviver, viver de novo, re-sentir sensações, experimentar outras tantas até então não sentidas. Marília reconheceu seu jeito de ser e de viver com Miguel nas fotos, reconheceu o sorriso e o jeito maroto e fanfarrão que lhe é peculiar e congelou isso pra sempre. Miguel vai crescer, vai mudar feições, jeito, a vida vai fazer dele mais sério (ou não e tomara que não mesmo!), mas quando ela folhear o álbum de fotos desse dia, ela vai poder sentir de novo o gosto do suco que tomara, das folhas que usaram pra brincar, vai ouvir de novo as gargalhadas e sentir a água gelada do mar molhando a beirada da calça jeans pq ele fez questão de molhar os pés. Ela vai lembrar exatamente como é esse amor… pq tudo muda, mas fica!! E isso porque Marília se permitiu isso. Ela tirou uns dias de sua correria insana, escolheu um contador de histórias/retratista, tomou um avião e veio viver um pedaço da sua história aqui, com seu amor.
No texto, o interlocutor lembra o aniversário de casamento de sua amada que já não vive com ele há 5 anos e lamenta. A morte? Não, isso ele colocou na conta da vida e de Deus. Ele lamenta não ter fotos dela!!! Tem noção do peso disso?! Ele poderia se lamuriar por n motivos e falar dela e de sua partida, mas ele fala da fotografia. Ele fala da essência dela!!!! Daquele pedacinho dela que ele queria ter nas mãos pra reavivar a memória que é cruel mesmo e não perdoa!
“Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.”
“Cê não tem nenhuma?”
“Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. (…)”
E o que fazemos nós, fotógrafos, quando nas conversas pré ensaio falamos de locações, de coisas importantes pra vocês, de ser natural, de usar as roupas que gostam?? Nós queremos entregar pra vocês, quem vocês são, o que gostam em determinado momento da vida, queremos capturar sua essência e torná-la imortal!! Pensem nisso! Se fotografem, fotografem seus amores, fotografem-se com seus amores. O tempo não volta, o tempo muda, voa também e a memória… pelo menos aqui ela é bem frágil!! Folhear um álbum de fotografias décadas depois, é trazer pro presente tudo que já fomos e vivemos. É misturar futuro, presente, passado. É máquina do tempo!!! E não tem preço! E tudo que não tem preço, tem valor, que no caso da fotografia na minha vida, é inestimável!!
Como já falei demais, vou de foto!! Muitas, perdoem a falta de poder de síntese. Definitivamente, não é meu forte!! =))
Beijos e até a próxima.
Beta
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27.abr.2013
Dulce é fotografa e eu tenho a honra de ser fotógrafa da família desde o batizado do Caio. Caio é o irmão mais velho de Davi, que está chegando. Dulce e Eduardo formam juntos uma família linda e muito querida ao meu coração. Tenho sempre o maior prazer e alegria em fotografá-los e às suas famílias.
No dia em que fizemos as fotos do barrigão do Davi o calor era muito. Tipo o dia mais quente de 2013, uns 50 graus a sombra e todos nós derretíamos. Mas mesmo driblando o calor, a lua e todas a intempéries, tivemos uma manhã deliciosa na praia, com um mar que mais parecia do Caribe tamanho azul e com fotos lindas como resultado. Pra variar tive dificuldade de selecionar. Perdoem meu pouco poder de síntese! rs
Enquanto selecionava as fotos pra esse post tive a grata surpresa da notícia da chegada de Davi. Vi fotos de uma Dulce radiante, um Eduardo feliz e com um sorriso que não cabia no rosto e um Caio todo cismado tentando entender quem era aquele que entrava no meio da família pra nunca mais deixá-la igual. Aquele que vai querer os seus brinquedos, vai se meter nas suas brincadeiras, vai ser aquele com que Dulce só vai deixar sair se levá-lo e que ele vai sempre proteger sem nem perceber tamanho amor. Coisas de irmão mais velho! ❤
Pra Dulce e Eduardo, meu abraço apertado e beijo carinhoso com aquele desejo sincero de muitas alegrias pra coroar a chegar do novo rebento. Pro Caio um beijo estalado e um apertão bem no estilo Felícia. Pro Davi, meu desejo de muita saúde, muita alegria no caminho e um cheirinho gostoso que só cabecinha e cangote de bebê têm!! ❤ Muito, muito amor pra vocês 4 e até a próxima!!!
Beijos pra todos, bom fim de semana e até o próximo post.
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